Quarenta e cinco rádios mineiras assinam termo para migração do AM/FM

Para os radiodifusores, a migração do AM para o FM atende uma reivindicação antiga. “Com o nosso sinal em FM, vamos eliminar as interferências que o som do AM inevitavelmente sofre, até mesmo em cidades menores, e garantir mais qualidade para os nossos ouvintes”, afirmou o diretor da Rádio Teófilo Otoni, Elmo Pechir. A emissora, que está no ar há 67 anos, agora se prepara para as alterações técnicas que precisarão ser feitas para a operação em FM. “O AM hoje é uma faixa que já não tem grandes audiências e sofre muito por não ter conseguido acompanhar a evolução técnica que temos hoje. Portanto, a migração é um momento muito especial para nós de Minas Gerais”, comemorou Emanuel Carneiro, presidente da Rede Itatiaia de Rádio, a maior empresa do setor em Minas, cujas emissoras de Ouro Preto, na região Central de Minas, e de Timóteo, no Vale do Aço, assinaram a outorga ontem. Segundo Thiago Martins "nada mais justo do que valorizar as emissoras pioneiras como a Rádio Tropical, que lançaram no mercado de Lagoa da Prata e em toda região onde tem audiência, uma programação de qualidade, diversificada com música, jornalismo imparcial, esportes e parcerias importantíssimas para levar aos seus ouvintes o que querem ouvir, de descobrir profissionais que atuam até hoje em diversos Estados, além de servir de exemplo para as demais rádios da cidade". Minas é o Estado do Brasil que tem o maior número de rádios que farão o processo de migração do AM para o FM: 45 assinaram ontem o termo aditivo, 26 já haviam migrado, 20 estão acertando a documentação e outras 22 aguardam apenas o canal estendido do FM, que será liberado após o encerramento do sinal analógico das emissoras de TV. “Ganha o cidadão, que vai ter uma comunicação e um serviço de maior qualidade e ganham as rádios que passam a ter mais eficiência”, afirmou o ministro Kassab. A assinatura do termo aditivo de migração cumpre mais uma etapa de transição tecnológica. As rádios do estado empregam hoje cerca de 10 mil pessoas. Durante todo o processo de outorgas, a Associação Mineira de Rádio e Televisão coordenou e orientou os associados sobre a importância de se cumprir os prazos. Minas Gerais é o estado com maior número de rádios que vão migrar no Brasil. Além das 45 que assinaram hoje o termo, outras 26 já haviam migrado do AM para o FM e outras 22 aguardam o FM estendido, que será liberado após o desligamento da TV analógica. Além de proporcionar qualidade, a migração vai fortalecer o setor comercial das emissoras. A nova fase traz boas expectativas ao sindicato das agencias de propaganda de Minas Gerais. No evento o ministro anunciou também a desburocratização da renovação de contratos. Um anseio antigo dos empresários. Com a consolidação da migração, os radiodifusores retomam uma antiga luta : a flexibilização da Voz do Brasil.