Isaias Ribeiro


*atualizado em 27/04/2017
Seu Mourão e a Vaca Louca

Seu Mourão disse que certa vez foi a um leilão de gado. Foi mesmo por influência do Padre Tavares de Japaraíba que também queria ir e estava sem condução naqueles dias. O leilão era famoso por toda a redondeza, movimentando o cenário das roças e fazendas, incrementando os negócios, girando riqueza. O Zé Alonso e a Mansueta também acompanharam seu Mourão, Dona Isabelinha e o Padre.

A conversa veio solta desde as primeiras horas da manhã, pela madrugada, regada com café e uma cachacinha que o Zé Alonso trouxe de São Paulo, comprada a preço de ouro bruto no armazém geral da rede ferroviária, famoso na capital. Disse o seu Mourão que nunca tinha visto uma cachaça tão ‘brava’ como aquela. Deu duas bebericadas e ele começou a ver estrelas e gente morta, uma coisa de arrepiar, segundo ele. Não apertava na hora de beber, nem descia ‘rasgando’, como dizia os antigos. Era macia. Porém quando o ‘vapor’ dela subia, quase tirava o chapéu de sobre a cabeça.

Depois de pouco mais de duas horas chegaram ao tal lugar onde ocorreria o leilão. Tudo estava pronto para o início do evento: o gado, cavalos, os tropeiros, auxiliares, comerciantes, leiloeiro e o que o pessoal acha mais interessante mesmo, as moças que ‘cantavam’ os lances, com as suas roupas ‘alegres’, segundo o seu Mourão (entenda-se, provocantes). Dona Isabelinha respondeu que nunca tinha visto tanta pouca-vergonha em roupa de mulher na vida dela; que elas estavam mostrando as ‘ vergonhas’ pra todo mundo; que até o Padre tinha ‘esticado as sobrancelhas’, fazendo o sinal da cruz, em seguida.

Começou o leilão, os lances foram sendo dados e o gado vendido. Veio o almoço, e o leilão recomeçou, só que de forma beneficente. Toda a renda seria revertida para a construção e reforma do hospital para ‘leprosos’ (hanseníase), em Bambuí, bem como construção de casas e um abrigo. Quase ao final do leilão, veio o aviso que deixou o seu Mourão  apreensivo, diria até atordoado. Disse o leiloeiro que todos os possuidores de gado deviam ter cuidado com a mais nova ameaça da região: “a vaca louca”! Seu Mourão ficou agitado. Quis saber mais sobre a tal vaca.

Perguntou um, perguntou outro, recebeu respostas evasivas, até mesmo uma resposta enfurecida de um rapaz jovem, sem paciência. De certo que o seu Mourão voltou para casa intrigado com a tal ‘vaca louca’. Calado, pensativo, dessa vez tomou a garrafa das mãos do Zé Alonso e “deu logo no meio dela”, que era para aplacar os pensamentos sobre a tal vaca.

Chegou ao sítio, andou de um lado para outro e retornou para a cidade, a fim de saber mais detalhes sobre a ‘danada da vaca’ que estava tirando o sono de todos os fazendeiros. Pela noitinha, chegando em sua casa novamente, foi ter com os filhos, noras, filhas e genros na varanda de casa, rindo da sua aventura. O frango caipira por sobre o fogão, arroz branquinho e o feijão pagão não amainou o seu ímpeto em contar a aventura na cidade.

Quando ouviu falar sobre a tal vaca louca, pensou em tirar o dinheiro do banco para comprar a tal vaca, visto o clamor do povo, bem como as conversas no pé do ouvido de todos os presentes no leilão, aquele alvoroço. Pensou consigo que talvez fosse um excelente negócio comprar essa vaca devido a repercussão que tal trouxe. Foi à cidade buscar saber notícias sobre a tal vaca louca, encontrando pessoas instruídas na cidade que o revelaram que na verdade a tal vaca louca era mesmo uma doença que aplacava o gado, dizimando o rebanho. Riram dele, caçoando, vez que era a primeira vez que alguém queria comprar doença para colocar no gado, ‘pra aumentar’ a qualidade do rebanho, o plantel. E o seu Mourão mandando os fazendeiros colocarem preço na tal vaca, pensando que era negócio de comprar ou vender. Repetiu na varanda de casa a frase que ele mais detestava, de tanto que ouvira do seu pai quando criança e adolescente: “Gente bobo e estrada ruim não tem acaba”.

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IJR/

Zé Dornas e o poço com água amargosa

Certa vez meu pai contou-me uma história de um poço com água margosa, lá pelos lados de Iguatama. Disse-me que havia um terreno com árvores, quase mata, com cercas estragadas e uma casa abandonada. A cisterna lá estava, mas ninguém, absolutamente ninguém tirava água dali, apesar da facilidade, vez que os apetrechos próprios de cisterna ali estavam quase que intactos: balde, corda, o tronco entre duas forquilhas, esta banca, outro balde no chão para pegar a água, duas canecas de alumínio...
Tudo ali.
Em Japaraíba, o Zé Dornas contou-me uma história quase que igual àquela que o meu pai contara há tantos anos atrás. A única diferença era que o poço ao invés de Iguatama, nas história do Zé Dornas, era nas bandas de Santo Antonio do Monte, quase Pedra do Indaiá, nas proximidades da Fazenda do Monjolinho, ou Fazenda Pedra Alta.

Na expansão da Usina Luciânia nos idos dos anos 50, todo e qualquer pedaço de terra era alvo de compra por parte do Coronel Luciano e a sua empresa. Qualquer pedaço de chão contíguo à plantação de cana recebia preço e grande empenho para a venda. A industrialização era crescente no país e todo empreendimento recebia muito apoio do governo. Segundo contam os antigos, a pessoa acabava vendendo as propriedades (por bem ou por mal). De alguma forma, os donos eram convencidos a vender a terra, tentados pela oferta muito acima do mercado, pela promessa de trabalho para toda a família, seja a oferta de terra em outros lugares (que às vezes não se concretizava), seja pela ameaça e agressões mesmo. Tudo valia. O senhor proprietário do pequeno sítio não cedeu a nenhuma oferta da Usina. E pelo visto, o sítio ficava em uma posição muito apreciada, na entrada de duas grandes áreas de plantação de cana, com saída para uma estrada (MG), rodovia estadual, embora de terra, e ao lado um pequeno rio, ótimo para a empresa que de forma tímida, estava a se aventurar com irrigação. Disseram que até o seu Osvaldo Damasceno esteve lá para conversar com o senhor, dono do sítio. Tomaram café, conversaram, riram bastante, mas não resolveram nada. Em vão. As ofertas cresceram. As ameaças também. O sítio ficou cercado de plantação de cana. Quando ateavam fogo na cana antes da colheita, o pasto do sítio também se queimava. A criação (gado, cabra) por falta do que comer, ante a precariedade do ‘trato’ foi vendida. Os tratores jogavam veneno na cana e o vento espalhava aquilo para todos os lados. A cana morria e os pastos ao redor, também. Um dia, um dos tratoristas da Usina percebendo a casa com janelas abertas, portas abertas, há dias da mesma maneira, parou o seu trator e foi falar com o dono do sítio, buscando conhecer o que aconteceu.
Chamou na porteira, sem resposta. Resolveu entrar porteira adentro. Os passarinhos estavam mortos na gaiola. Uma pena. O papagaio por sorte devido a porta da gaiola ter ficado aberta, estava sobre o fogão de lenha alcançando os últimos grãos de arroz constantes numa grande panela. O ambiente era sombrio, apesar da claridade que entrava pelas portas e janelas. Tristeza. Encontrou o pobre homem morto, assentado em uma cadeira, com o rosto sobre a mesa, ante um prato quase vazio, contando apenas com um punhado pequeno de arroz, tomates secos, cebolas cortadas, já amareladas, e um suco ‘perdido’ de laranjinha em uma pequena jarra. Sobre a mesa, escrito com feijões, estava a palavra “Coronel”...

Desde então, segundo dizem, a água da cisterna ficou “amargosa”.

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IJR/
Mourão

Japaraíba para mim é uma das melhores cidades que eu já conheci: povo pacato, hospitaleiro apesar de um pouco desconfiado, de fala mansa, muito bom coração. Dizem que só de aguentar o “Reinaldo Mendonça” todos os dias já é uma façanha. Dizem também que é por causa dos familiares distintos do Reinaldo, mas não é verdade. Reinaldo é filho da terra e todos teem por ele muito carinho. E segue a vida. 

Conheci outro dia o senhor Mourão, esposo da “Nhá Bela”. Primeiro dia que fui em seu sítio, já pros lados da “Barra do Melo”, quase município de Santo Antonio do Monte, se já não o for, fui recebido de maneira engraçada e eu passo a vocês o diálogo, como se deu. 

Chegando lá, pensei que o senhor que estava postado à porta da sala fosse o senhor Mourão. Mas na verdade, aquele homem grisalho, de roupa em desalinho, chapéu na cabeça, coisa de 70 anos aproximadamente, era o Mourão Junior... filho do seu Mourão. Ante a minha saudação, foi buscar o pai. 

Ele chegou mansamente, desconfiado, perguntando se eu era do governo ou parente distante.

- Se for de paz se assente, filho. Se não for me poupe o esforço de sentar porque a coluna já não aceita qualquer oferta.
- Boa tarde, seu Mourão. Isaias meu nome. Na verdade eu sou da polícia, mas gosto de escrever histórias, e me disseram que o senhor tem muitas. Por isso vim aqui amolar o senhor.
- Já amolou. Eu estava dormindo e você me acordou com esse carro barulhento seu, com a cachorrada vindo atrás de você com coisa que você é importante.
- Não sou importante. Queria só ouvir algumas histórias do senhor.
- Notei, notei... Se você fosse mesmo importante, você não vinha. Você mandava alguém vir, que é como gente importante faz. Mas me conta que história você quer ouvir. 
- A história que o senhor quiser me contar, seu Mourão.
- Bom. Acho que não quero te contar história nenhuma, que eu não gosto muito de gambé, mas já que você veio até aqui, fica feio não lhe oferecer alguma coisa pra encher seu bucho e te contar umas “cabebas” (histórias) da vida que é pra você ir embora contente. Ás vezes é bom a gente ter alguém pra conversar, até mesmo se for um “cara de tacho” como tu!

O Mourão filho logo veio ao meu ouvido dizer que o pai chama todo mundo de cara de tacho, que não era pra ofender. Era só pra observar se a pessoa fica zangada ou não. Se se ofende com um nomezinho a toa desse, não merece ouvir o que ele tinha pra contar.
- Isso lá é jeito de receber as visitas, pai? Disse o filho ao seu Mourão.
- Visita vem visitar, não fica pedindo coisas que nem esse sujeito aí, que já chegou pedindo “zamba” (assunto). Vi logo que não era jornalista. Jornalista vem com radinho (gravador), papel, caneta no meio dos dedos, que nem aquele ‘crioulo’ da rádio (Luis Francisco da Veredas) que eu vi lá em Arcos entrevistando o Baiano (então, prefeito na cidade de Arcos). Onde tu vai anotar as coisas meu filho?
- Eu gravo as histórias no celular, seu Mourão. Aperto essa tecla aqui e ele começa a gravar as histórias que as pessoas me contam.
- Grava tudo?
- Sim.
- Já gravou o que a gente conversou até aqui?
- Já.
- Então você é dos meus. Só podia ser da polícia, mesmo. Se você quiser me processar por eu ter te chamado de gambé, você pode?
- Sim.
- Então se adianta pra sentar na cadeira que a “Nhá Belinha” vem trazendo um queijo e um café pra você, coisa fina, aqui da roça mesmo, pra você saborear e esquecer qualquer tipo de mágoa antiga.
- Claro, seu Mourão. Tem veneno no queijo não? né?
- Tem não.
- Bom então.
- Vai ser o primeiro policial a sair do meu sítio com o que veio buscar.
- Amigos?
- Amigos.
- O senhor tem um português muito correto, sabe usar bem as palavras. Diria até que o senhor é um tanto quanto malicioso no vocabulário. Qual a profissão do senhor?
- Advogado.

Segue nas próximas edições, as histórias do seu Mourão

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IJR

Mourão e a Cobra Cipó

Seu Mourão contou que certa vez juntaram algumas pessoas da família para pescar. Homens... As mulheres ficaram na sede da fazenda a prepararem o almoço, bem como a realizar os preparativos para a ‘pamonharia’. Domingo na fazenda era uma festa. Juntavam os filhos, os netos e os primeiros binetos num grande encontro. Eram 12 filhos, quase ‘escadinha’. Os netos vieram quase todos também assim, quase um por ano. Contando com os gêmeos eram vinte e poucos netos (escapou-lhe da memória a quantidade de netos e bisnetos naquela época) e dois bisnetos.

Quando os pais do senhor Mourão faleceram, a igreja ficou pequena para abrigar todos os familiares. Faleceram de grave gripe (pneumonia) que levou os dois, pai e mãe com diferença de poucas horas um do outro. Coisa grave para a família, mas acalentador ao mesmo tempo, visto terem morrido unidos, amparados, irradiando amor e ternura um para com o outro. Mas esta é outra história.
Seu Mourão afirmou que desde o eucaliptal até o açude antigamente era “pura cobra”. Era fácil observá-las subindo nas árvores e outras vezes digladiando presas (principalmente sapos e rãs) sobre as pedras. Mas uma espécie de cobra chamava a atenção de todos por causa da agressividade. Era muito ‘ranzinza’ a tal cobra. Chamavam-na de cobra Cipó.

Disse o seu Mourão que esta cobra vivia nas árvores, descendo ao solo apenas para apanhar alguma presa ou cobra menor. Apesar de mostrar-se pacata, ao menor sinal de ameaça tornava-se extremamente agitada e pronta para a briga, com notórios barulhos com a cabeça, barulhos tais como arrulhos de pombos.

Algumas tinham o hábito de bater com a cauda nos galhos de árvores e suas folhas, causando sons abruptos, o que enchia de medo, tanto predadores quanto curiosos. Não passava de um metro, contudo metia medo em cobras com o dobro de seu tamanho. Se não espantava seus predadores, fugia rapidamente por entre as folhagens ou subindo em árvores. Apesar do aspecto hostil por causa das escamas grossas, não era peçonhenta, não tinha veneno. Sua mordida era terrível, tornando preta a região onde ela cravava seus dentes por causa da grande quantidade de bactérias da boca, língua e dentes. Por isso e por outras coisas, era evitada nas trilhas e na pescaria.

Seu Mourão contou que certa vez nas margens do açude velho, estava pescando quando o Tião Vermelho, seu cunhado, ao enfiar a mão no embornal para retirar isca, a fim de prendê-la no anzol, teve a cobra enrolada por uma cobra cipó bem verdinha, no que o Tião correu pra cima do seu Mourão, obrigando-o a pular com roupa, vara de pescar, embornal, iscas e tudo, para dentro d’água.

O Tião correu até a estaca (trave de madeira que a Usina Luciânia usava para marcar os cantos do canavial) e bateu com o braço, com cobra e tudo, nela. A cobra cravou-lhe os dentes e ele, não se sabe se de desespero, dor ou raiva, arrancou-lhe a cabeça fora, segurando a cabeça dela com uma das mãos e mordendo o pescoço até que a cabeça caiu no chão. Disse ao seu Mourão que nem sabia que cobra tinha pescoço, ao que ele respondeu calmamente que “aquela tinha”. “Era só perguntar para o Tião”!

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Luz da Chapada

A menina nasceu em berço pobre, muito pobre. As circunstâncias do seu nascimento foram as piores possíveis.

Sua mãe foi entregue ao pai pelo avô, visto necessidade de alimentação mesmo. Ela veio de longe, filha de escravos recém libertos mas que não tinham dinheiro, não tinham trabalho, não tinham para onde ir. A fome era uma realidade muito presente.

O avô praticamente entregou as filhas para quem quisesse levá-las, mesmo com o protesto sentido da avó e demais parentes que não queriam de forma alguma aquele desfecho. Que ficassem juntos. A família foi dissipada.

Os irmãos (homens) foram levados até a fazenda de Armânio, a fim de ingressarem na lavoura de café, coisa mais rentável na época. Assim a mãe foi entregue ao pai.

Mas o improvável aconteceu. Ao assumir a menina como esposa, o homem a amou. Amou tanto que cercou-a de muito afeto e carinho. Chego até a pensar que nasceu ali amor sem medida. Comprou a ela roupas, comida, ferramentas e outras coisas. Levantou casa. Embora humilde, constituía abrigo e proteção para a família.

A primeira gravidez tornou-se assunto de família e a felicidade era brindada por todos os familiares e amigos. Sobreveio ao pai grande aflição devido a doença que se abateu sobre ele: - doença de chagas. O coração tornou-se inchado e trabalhava com muita dificuldade, com sofreguidão. A mãe assumiu trabalho e buscava também sustento para todos. E o pior também veio a ocorrer.

A mãe contraiu tuberculose e foi levada para casa afastada no distrito, longe de tudo e de todos, visto a notícia de que esta doença matava não só o doente mas toda a família. A mãe partiu.

A menina infelizmente também ficou doente. Uma tristeza. Sem cuidado e sem os pais, a criança veio a falecer. Dizem que um homem de outras bandas, corajoso, de alma boa, vendo a situação da menina largada na entrada da igreja, por ordem do padre, tomou a menina nos braços, colocou-a sobre o cavalo e rumou, enterrando-a em lugar incerto, não sabido. De lá, colocou coisas suas sobre o alforge do cavalo e partiu, prometendo nunca mais aportar por estas bandas. 

O pai ficou extremamente triste. Extremamente triste. Disseram que foi suicídio. Aliás, um suicídio anunciado, visto as condições de saúde e de cuidado que o homem estava recebendo. Morreu por inanição. Morreu de fome, de tristeza, de solidão. Dizem que morrera pela manhã. Que logo após sua morte, uma copiosa chuva desceu sobre o lugar.

Chuva torrencial, com muito vento, com alguma destruição. Logo após, calmaria intensa. 

A noite, como que por mágica, um grande clarão subiu por detrás da montanha e iluminou a noite. Num instante, entretanto, desapareceu. 

Desde então a luz foi vista em muitos e diferentes lugares nas proximidades do Pântano, nas proximidades da área rural existente entre Lagoa e Luz. 

Sempre para os lados da Chapada, vindo de lá ou indo, a luz já acompanhou tratoristas, motoristas, caminhoneiros, motoqueiros... Já foi vista por sitiantes, fazendeiros e donos de ranchos. Já foi vista inclusive por pessoas que passavam por estas bandas montadas em lombos de burro e até mesmo a pé. Pessoas sérias, idôneas, já contaram muitas vezes acerca da aparição de tal luz, confirmadas sempre.

Certa vez mantive contato com três pessoas diferentes quase que ao mesmo tempo (mensagens por celular), tentando conferir se estavam mesmo, as três a falaram a verdade, sendo que uma falou sobre a outra, como se testemunha ocular fosse, uma da história da outra. Qual não foi a minha surpresa ao ver que até mesmo nos pequenos detalhes, mínimos detalhes, as histórias eram confirmadas magistralmente.

A Luz da Chapada já assustou pessoas. Também já guiou outras na busca por médicos, remédios e socorro. 

Mas a origem da história (ou lenda) da “Luz da Chapada” a qual mais me chamou a atenção foi esta. “Dizem os antigos que a luz é a alma do pai em busca da filha. Quando encontra uma alma boa, incide sobre ela, pensando ser a alma da filha”. 

Histórias que o povo conta... 

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